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15 de dezembro de 2011

aventura para fazer xixi das mulheres

Se você é mulher, entenderá.
Se você é homem, jamais voltará a perguntar... por que?
Foi muito feliz nas palavras, a criadora deste monólogo. É bem real.






O grande segredo de todas as mulheres, com referência aos banheiros, é que desde muito pequena, tua mãe te levava e te ensinava a limpar a tampa da bacia com papel higiênico e depois colocava cuidadosamente por todo o perímetro do assento pedaços de papel higiênico. Finalmente te instruía: Nunca, mas nunca mesmo você deve sentar num banheiro público. E depois, te mostrava “a posição” que consiste em “quase” sentar-te, mas sem que teu corpo tenha NENHUM contato com a bacia.


“A posição” é uma das primeiras lições de vida de uma menina. Super importante e necessária, que nos acompanhará pelo resto de nossas vidas.



Até hoje, já adultas, “a posição” é dolorosamente difícil de manter, quando tua bexiga está a ponto de estourar. Aí você precisa ir a um banheiro público e depara com uma fila gigante, que te faz pensar que lá dentro deve estar o Brad Pitt. Então, você se resigna a esperar, sorrindo amavelmente para as demais mulheres, que também estão discretamente cruzando as pernas e braços, naquela posição oficial de “estou me mijando”...



Finalmente, chega tua vez; isso, se não chega aquela típica mamãe, com a filhinha que não se agüenta mais...


Então você verifica cada cubículo, por baixo das portas, para confirmar se há pernas. Todos estão ocupados. Finalmente, uma porta se abre e você se lança, quase fazendo voltar quem estava saindo...


Você entra e percebe que a fechadura não funciona (nunca funciona); não importa... Você pendura a bolsa no suporte da porta, só que não há um suporte (quase nunca há); você inspeciona o local, o chão está cheio de líquidos indefinidos e claro, você não vai deixar sua bolsa no chão. Então você a pendura no pescoço, enquanto olha como ela balança... sem contar que a alça, devido ao peso parece te cortar a nuca. Isto porque a bolsa está cheia de “coisinhas” que você foi botando lá dentro, a maioria das quais você nem usa, mas você as tem, porque e se precisar?


Mas voltando à porta... Como a fechadura não funciona, a única solução é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra, num movimento brusco, você abaixa as calças e fica na “posição”... Alívio... Aahhhhhh... finalmente... Nessa hora, teus músculos começam a tremer... Porque você está suspensa, com as pernas flexionadas, a calcinha cortando a circulação, o braço estendido, fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 quilos pendurada no pescoço.


Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o vaso, nem de forrá-lo com papel; mentalmente, você acha que nada aconteceria, mas a voz de tua mãe retumba na tua cabeça “jamais sente num banheiro público!!!” Então, você fica na “posição” com as pernas tremendo... E por uma falha de cálculo entre as distâncias, uma salpicada finííííííííssima do jato te salpica na bunda e te molha até as meias!!!


Por sorte você não molha os sapatos, mas é que adotar “a posição” requer muita concentração.


Para afastar de tua mente essa “desgraça”, você procura o rolo de papel higiênico maaaaas, não há... O rolo está vazio... (sempre) Então você suplica aos céus que entre os 5 quilos de bugigangas que você carrega na bolsa, haja um miserável Kleenex, mas para procurar, você precisa soltar a porta... você duvida um momento, mas não há outra solução... E enquanto você a solta, alguém já a empurra, então você a breca, com um movimento rápido e brusco, enquanto grita OCUPAAAADOOOO!!!!

Então você fica com a certeza de que pode soltar a porta, porque todas escutaram a tua mensagem e ninguém tentará abri-la (nisso nós mulheres, nos respeitamos muito).


Sem contar a brecada da porta, o peso no pescoço, o suor que te escorre pela testa, a salpicada de xixi nas pernas... a lembrança de tua mãe, que estaria envergonhadíssima se te visse assim; porque sua bunda nunca encostou num assento de privada pública, porque francamente, “você não sabe quais doenças poderias adquirir aí”. Você está exausta.


Quando acaba, já não sente as pernas, você ajeita a roupa rapidinho e puxa a descarga, tratando de encostar a mão o mínimo possível, quem sabe as doenças...



Então você vai ao lavabo. O piso e a pia estão molhados, então você não pode largar a bolsa nem por um segundo; a penduras no ombro. Não sabes como funciona a torneira; com esses sensores automáticos, você nunca sabe se aperta, se põe a mão na direção da torneira, se existe um pedal... então você tenta, até que sai um fio de água fresca, e consegue sabonete (se é que há sabonete); você lava as mãos numa postura de “corcunda de Notre Dame” para que não escorregue a bolsa...


O secador de mãos, é um traste inútil, então você acaba por enxugar as mãos nas calças, porque nem pensar em usar seu Kleenex para isso e sai.

Nessa hora, você vê teu acompanhante que entrou no banheiro dos homens ao mesmo tempo que você, porém já saiu há tanto tempo, que teve tempo de ler “Os Lusíadas” enquanto te esperava.



“Por que você demorou tanto???” te pergunta já meio zangado.

“Tinha muita fila”, você se limita a dizer.



E esta é a razão porque nós mulheres, vamos ao banheiro em grupos, por solidariedade, já que uma precisa segurar a bolsa e o casaco, outra segura a porta, outra passa o Kleenex por debaixo da porta e assim é bem mais simples e rápido, já que assim a gente só tem que se concentrar na “posição” e a dignidade.



Obrigada a todas amigas por ter-me acompanhado alguma vez ao banheiro e fazer o papel de “cabide” ou de “seguradora de porta”... aos homens que sempre perguntam: POR QUE VOCÊ DEMOROU TANTO?, ou POR QUE AS MULHERES VÃO ACOMPANHADAS AO BANHEIRO?... Está explicado?




# Desconheço o (a) Autor(a)

13 de janeiro de 2009

próxima vida

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás pra frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo, e depois estar pronto para o secundário e para o primário, antes de virar criança e só brincar, sem responsabilidades.
Aí viro um bebê inocente até nascer.
Por fim, passo 9 meses flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e espaço maior dia a dia, e depois
- Voilà! - desapareço num orgasmo.

(Woody Allen)

28 de novembro de 2008

o monge e o escorpião

"Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.
Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido a dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.
Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada.
Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

* Mestre deve estar doendo muito!
Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso?
Que se afogasse!
Seria um a menos!
Veja como ele respondeu à sua ajuda!
Picou a mão que o salvara!
Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:
"Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."


Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos.
Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode.
Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo.
Cada qual conforme sua NATUREZA!