3 de agosto de 2008

perfeição...

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Tanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...

NOSSO CASTELO
DE CARTAS MARCADAS
O trabalho escravo
NOSSO PEQUENO UNIVERSO
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
TUDO QUE É GRATUITO E FEIO
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A LÁGRIMA É VERDADEIRA
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E ESQUECER A NOSSA GENTE
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E AGORA NÃO TEM MAIS
DIREITO A NADA...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
COM FESTA, VELÓRIO E CAIXÃO
TÁ TUDO MORTO E ENTERRADO AGORA
JÁ QUE TAMBÉM PODEMOS CELEBRAR
A ESTUPIDEZ DE QUEM CANTOU
ESSA CANÇÃO...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
CHEGA DE MALDADE E ILUSÃO
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
NOSSO FUTURO RECOMEÇA
Venha!
QUE O QUE VEM É PERFEIÇÃO!!!...

10 de julho de 2008

Ser mulher

Decidir ser mulher...
Afinal, só Eu posso sê-lo por mim
Decidi ser mulher...
E confesso, esta foi a melhor decisão que tive por mim
Decidi, não por que nasci regida pelo sexo feminino, mas por não conseguir mais esconder o feminino que habita em mim...
Decidi, ser...
Sei que é complexo...
Sei da Responsabilidade,
Sei que é mais que sexualidade
Ser mulher, dentre todos os 'verbos', é sensualidade
É a conquista da oração perfeita: "delicada beleza" mesmo escondida em trajes jeans...
Por mais negros que sejam a bordas dos seus olhos...
Por mais difícil que seja subir ou descer do salto...
Por mais medo dos desejos que há em mim...
Enfim...
Ser mulher é ser norte e , quisá, seja o melhor porto seguro em mim...
Não deixei de ser quem sou, apenas estou mais "menina"...
Feminina...
Mulher!

25 de junho de 2008

retiro minha máscara

Retiro minha máscara...
Cansei de carregá-la por tanto tempo.
Cansei de ser imaginada pelo que tenho.
Cansei de fingir que penso.
Cansei de ter que arrumar argumentos.
Não sou aquela super-mulher maravilha, que faz contas, compras, cozinha, arruma e nada sente...
Não sou aquela mulher guerreira, que luta, reprime, repreende, aniquila, mata ou morre...
Não sou aquela mulher sedutora, maravilhosa, totalmente “pra frentex”, que necessita de homens objetos, cigarros e drinks.
Não sou a vadia, resolvida, fingida, atrevida, safadinha, devassa, “tiazinha” ou qualquer “zinha” por aí...
Sou uma mulher, sim!
Um ser mortal com desejos, como tantas outras, que sonha, se ilude, pensa, faz besteiras, chora, chora, chora... e dança
Uma mulher que tem medo de trovão, que morre de vergonha de despir-se na frente de um homem, que detesta ginecologista, que teme a rejeição, e que idealiza... realiza... desliza...
Uma mulher que fala, fala, fala... E às vezes cala, pra evitar qualquer tipo de infração... discussão... complicação...
Uma mulher que sente cólica, que tem espinhas, que tem crises e pasme, também tem celulite.
E finalmente,
Uma mulher que deseja ser amada, respeitada e principalmente bem tratada!

16 de maio de 2008

paciência

Pesquiso em meio ao barulho do caos infernal uma resposta...
De onde posso retirar a paciência???
É uma pedra bruta que necessita ser lapidada?
É um mistura estranha que necessita ser filtrada?
É uma espécie de água que precisa ser tratada?
Ou é apenas uma semente que pode ser plantada...
Em meio a minha pesquisa, não consigo encontrar a razão da definição que encontrei no dicionário:
'Virtude que consiste em suportar os dissabores e infelicidades; resignação'

Eu, como poucos, consigo me manter calmo, em meio ao som do Rage...
E me distraio ouvindo música clássica...
Consigo me perder e coisas mínimas e me achar em grandes conflitos...
É... Esta revira volta que vai e volta me complica e me equilibra, porém ainda não me ensina como ser paciente da forma que Houaiss consegue definir.

Conceitos...

Malditos conceitos pré-meditados ou impostos... Muitas vezes mal elaborado ou esquecido...

14 de maio de 2008

Declarações de um falso ateu...

Ele...
Ele disse que deixou um dia de acreditar...
Não se lembra realmente do que foi deixado para trás, mas, sabe que simplesmente não era algo tão fiel a sua devoção...
Devoção?
Não! Não tinha, não crê em nada, apenas contesta o que foi dito por todos...
Diz não ser amigo.
Que amizade não existe, uma vez que para sê-lo é necessário mais que palavras, atitudes, pensamentos e dedicação, complementa dizendo que a amizade se completa com a cumplicidade e esta nunca fará parte da vida do homem, pois todos, são por natureza maus ou coisa do tipo...
Diz ainda que o amor não existe, pois para tê-lo é necessário mais que acreditar em si, deve desposar nossas vidas nas mãos de um estranho ou desconhecido, mas como o ser humano em sua essência é egoísta, nunca se permitirá amar.
O mais absurdo foi ele ousar comentar sobre a fé...
Disse não acreditar em nenhuma força que pudesse melhorá-lo, pois sua carne já estava podre, não tinha em uma célula do seu corpo algo bom...
Mas mesmo assim, não conseguia entender como alguém tão sereno, fosse ateu?
Como ele poderia não acreditar em algumas coisas e de uma forma contraditória pregar as teorias não praticadas por ele?
E buscou subterfúgios para a definição do ato de se deixar de acreditar, afinal era ele o descrente de tudo.
Percebei que sua falta de fidelidade nas coisas, começou a corromper suas atitudes... e acabou confundindo sua mente...
Será ele o descrente ou uma pessoa frustrada por não conseguir crer?
Será que o destino de todo ser não amado ou amedrontado é deixar de Crer, Ser, Ter?
Infeliz, que ao se abdicar da crença, coloca a descrença tão perto de sua vida, que acaba "sem querer" atraindo a vontade de se crer, nem que seja no vazio imenso de não se acreditar em nada...
E converte-se em um devoto do nada, um fiel ao vazio...
Escravo de um "achismo" besta de não sei o que...

10 de maio de 2008

de volta...

De volta?
Ainda não sei, sei que tenho saudade de escrever...
De ler? Acredito que sim, mas ainda prefiro voltar a escrita...
Voltar a esvasiar o meu ser das loucuras e pensamentos acumulados e preencher as lacunas da minha casa preferida... Q.
Soltar as idéias aprisionadas em frases nem sempre corretas ou conexas, mas frases minhas... tão somente minhas frase ou fases, idéias ou ideais.
Entregar ao acaso o que de mais de secreto guardo e libertar de forma indireta ou discreta, medos, desejos e ambições.
Utilizar mil personagens que podem ou não dar continuidade a minha "liberdade de expressão". Criar rimas, versos, prosas, contos , crônicas ou simplesmente nada, apenas escrever.
Quero voltar a escrita...
A minha escrita, que relata o dia, o pensamento, a idéia, o medo, a alegria, a solidão, a revolta, o acaso e a criação.
Estou de volta ao meu verbo.

11 de fevereiro de 2008

...L

É interessante o rumo que a vida segue...

Buscamos a medicina para melhorar a vida e parece que as vezes o resultado é inverso.

Quis ficar muda, cega, surda e no final, sei lá, patética e não entender nada o que está acontecendo ao meu redor, mas infelizmente, perder está virando rotineiro deixando assim de ser um sentimento ou uma hipótese e virando costume da segunda terça feira do mês, algo que posso agendar: Dia de Perder ou Deixar de Ter...

Mais uma...

Mais quantas?

Estou com medo de me acostumar, de voltar a não sentir...

De inventar ou mentir...

De voltar ao mundinho sem ilusões...

Do muro cinza de verdades criadas ou desenhadas apenas como ilustração...

Quero voltar...

Mas tenho medo...

Quero gritar, mas não "consego".

Odeio, limitações.