3 de fevereiro de 2009

face fácil



A face fácil da vida é uma face comum...
Não me atrai, não retrai, não se mostra.
A face fácil da vida vem, passa, repassa e nunca pagamos.
Afinal, se é fácil pra que pagar?
Gosto do sabor amargo e difícil da conquista.
De subir na árvore e arriscar para saborear o fruto fresco que consegui agarrar com minhas próprias mãos.
Gosto do gosto da queda após uma luta, aquele que não abala minha alma lutadora.
Sim, amo o sabor da revolta, de contradizer "qualidades" adquiridas.
É!
Felizmente, sou apaixonada por desafios.
Por provar (mesmo muda) que o valor que tenho é maior que qualquer mito citado por línguas mesquinhas ou felinas.
Definitivamente o fácil não me atrai.
Ganhar sem lutar apenas porque alguém pagou pelo gabarito, é sem graça.
Concorrer ao pódium sozinha não é divertido.
Simples, não suporto jogo de adivinhação com autocompletar.
Sim, sou chata!
Acredito que tudo que vem fácil, vai embora mais fácil ainda...
Ou pior!
Não fica nada, não muda nada, vira estático ou apenas se transforma em um arquivo "temp" em meu pc que é facilmente substituído, formatado, deletado ou esquecido.
Sinceramente o sensação de conquista é muito melhor, é tão perfeito que pode durar: uma noite, alguns quase 4,36 anos, minutos de uma ligação ou um sorriso/olhar...
É tão sublime que não perde o valor, mesmo que simplesmente comece por um bate-papo aleatório através da janela ou que termine com conversa sincera e difícil por várias janelas e espelhos.
Adoro o valor que eu dou as minhas conquistas, bens ou afins!
Adoro poder estar à vontade e falar frases e mais frases, sem ter que me explicar!
Adoro as portas e janelas e principalmente a varanda da minha Casa Q.

1 de fevereiro de 2009

eu? mera fã!



Não!
Hoje não teremos um texto complexo ou confuso.
O motivo real das palavras tortas de hoje é a simples necessidade de falar...
Falar da música e de todo o processo maravilhoso que a faz agir em minha vida.


Sim, curtir mais de cinco horas de batidas quebradas, música "rebolativas" e perfeitos vocais, faz esquecer tudo inclusive a sensação do mal estar que me acompanhava desde o início da semana - febre, dor-de-cabeça e ânsias.
Parar o mundo e "startar" em uma pista de dança com muitos amigos querido, pessoas fantásticas e músicas.
Prestar atenção na evolução de um dj e notar a sutileza do set mixado redondamente, dando motivos apenas de orgulho, sim ORGULHO, da evolução, do carisma com a pista, e, será que fica piegas dizer que sou Fã?
Observar e quase morrer com o início do set de outro dj que simplesmente me fez fica rouca de tanto gritar "Hide U", que me levou ao nirvana por causa de um número (O9). Essa criatividade misturada a versatilidade e muitas horas de treino, explicam porque de carinhosamente chamar de MESTRE.
Não posso me esquecer também de dois outros dois djs que não deixaram que eu ficasse parada um segundo sequer na pista...
SIM, devemos dançar na pista, afinal, ficar parada não rola!

É fato, o sonho, a idealização e a realização com certeza teve nome (Anderson, Hélio, Keyler, Rebeca e Rodrigo) e sobrenome (Contrast vs. Bigup), teve suor, horas de sono mal dormido, teve choques de ideais, cansaço, incerteza, dedicação, trabalho em equipe, cervejas, e muito nervosismo. Pois todo desejo quando sai do papel, trás consigo uma caixa de várias surpresas que pode ou não estar relacionada a coisas boas, mas ontem, a surpresa foi diferente teve nome: RECONHECIMENTO, não falo apenas por mim, a pista soube demonstrar isso em cada virada, pegada, música ou afins.

Felizmente A CULPA final É sempre DO DJ.
Tiro o meu chapéu pra vcs e mais do que isso agradeço pela noite maravilhosa que pude passar no lugar que mais amo: A PISTA DE DANÇA!
Se o D'n'B morreu, se o vinil não está mais no mercado, se as batidas quebradas não valem mais a pena, se a moda pede outra "estação", por favor imploro, podem me falar onde estava ontem?
Confesso que não sei...


#1. Meninas vcs são fodas!!!

29 de janeiro de 2009

os meus


Sei bem o que é um amigo.
É aquele que apesar da distância a saudade acaba só em pensar no abraço forte que ele dá.
É aquele que você sente preocupação.
É aquele que passa a vida namorando e você sente feliz com o tempinho livre que ele arrumou entre o jantar e a hora de dormir.
É o oi-tudo-bem de um scrap corrido, mas sincero.
É a mensagem de texto via celular, quase dez da noite, de preocupação.
É o ser que você ama muito e não precisa se declarar toda hora.
É o colo mais gostoso que se possa dormir.
É o beijo mais estalado.
É o sorriso mais vibrante.
É a voz que te acalma.
É o silêncio conjunto.
É o bem-me-quer de todos os dias.
É o suporte nas horas tristes e sombrias...
É o super-herói de todas as jornadas.
É um tipo de pai-mãe-vó-tio-primo-irmão querido.
É a alegria de um dia de sol-chuva-nublado.
É a bronca mais suave que se possa levar.
É o abrigo mais gostoso de morar...
E imitando o poeta "é a vida, é a vida"
São os MEUS.
Eternos e sinceros amigos, daqui, de lá, de cá e de muiiitooo longe.
Alguns se foram outros sumiram...
... desistiram ou sei lá...
Mais muitos, ainda são queridos!!!

27 de janeiro de 2009

Está chegando a hora...

...just!

26 de janeiro de 2009

mulher - parte 3

Aquela mulher voltou.
Hoje aproximou de mim com um sorriso diferente, mais malicioso que os dias normais...
Não estava de vermelho, mas o cigarro continuava a acompanhar, o aroma era meio adocicado e pasme, aquela fumaça não irritava meu respirar.
Sim, aquela mulher voltou a me falar.
Entre estórias e contos, uma narração em especial me vez parar.
Ela contou de um amor que acreditava plantar, contou sobre amigos e uma coisa louca chamada olhar..
Disse que podia ver "coisas" que não são declaradas no simples avistar.
Fiquei meio amedrontada, será que aquela mulher estava a me analisar?
Podia ela, se infiltrar em meu ser e simplesmente decifrar meus piores medos? Minhas alegrias? Fantasias? Alergias? Ou sei lá...
Ela estava diferente, não estava distante, nem mesmo triste ou descrente...
E parecia gostar...
É...
Aquela mulher estava mais madura e menos medrosa
Estava mais mulher e levemente menina
Sim ela sabia reclamar, falava sem medo ou gagueira, sabia proclamar.
Mas, ainda assim, ainda trazia a malícia em seu olhar
Sim aquela mulher...
Tão singela e misteriosa, ela ainda...
Ainda consegue...
É incrivel, como sempre retorna no meu pensar.

25 de janeiro de 2009

principe encantado, cadê você?



Eu desconfio que o homem certo esteja em extinção,
Não pelo fato dele não existir, mas sim pelo fato da eterna exigência das mulheres...
Queremos um homem honesto, mas honestamente não aceitaríamos uma crítica ou um conselho do “amado”.
Queremos um homem verdadeiro, mas que não mencione o porquê da marca de batom vermelho na gola da sua pólo branca ou de que é a voz irritantemente estranha e feminina que te liga.
Queremos um homem forte, mas o condenamos se ele se torna insensível ao nosso desespero por barata.
Queremos um homem sensível, mas nos desesperamos se ele gosta de música clássica ou de alguma diva da moda.
Queremos que ele seja educado, mas, não me venha ensinar etiqueta na hora do jantar.
Queremos um homem viajado, mas invejamos sua liberdade.
Queremos um homem rico, mas, ficamos apreensivas em sempre aceitar de bom humor que ele pague, imaginamos que ele possa pensar mal.
Queremos a igualdade do sexo, embora nem sempre a vontade de se ter apenas sexo faça parte da nossa realidade.
Queremos bem mais do que temos...
Ou temos bem mais do que merecemos, mas não enxergamos.
Assim como as mulheres deveriam ter enciclopédias que ensine como e porque usar, os homens deviam vir com uma carta de apresentação ou uma bula...
Nada de frase como: "vide o verso" ou apenas "agite antes de usar"...
Queremos a igualdade de honestidade,para que possamos entender o porquê.
Queremos sim conversar, poder pedir carinho, abraço, sem que seja um jogo eterno da troca...
Queremos sim, conhecer a fundo o ser fascinante chamando HOMEM.


#1. -G. em paris, sim, a baguette estava uma delícia...

22 de janeiro de 2009

e...

Eis que abro a porta e descubro mil coisas escondidas no baú.
Reencontro amigos queridos, guardados carinhosamente como se fosse meus maiores tesouros, e são.
Me reencontro, descubro o porque de me isolar ou revelar e, simplesmente, abro meus braços para o maior abraço que possa me permitir receber.
Acolho o coração pulsante que a toda hora revela o ser vivo que habita em mim.
E espero...
Acerto os ponteiros do relógio e verifico o tempo que perdi com falsas conclusões minhas e descubro as maravilhas do tempo que está por vir!
E adoro...
Escrevo uma carta contando detalhadamente todos os meus maiores ou piores defeitos e rio...
Rio muito, até me engasgar, engasgar na alegria de saber que sou humana: erro, acerto, levanto, caio e abstraio toda a revolta contida.
E confesso...
Não sou do tipo que agrada, nem sou do tipo que conquista, não quero ser paparicada muito menos mal tratada...
E espero Educação...
Respeito o seu limite e imponho o meu silêncio...
Sou do tipo que observa, sou do tipo que...
...então!
Fim!