16 de maio de 2008

paciência

Pesquiso em meio ao barulho do caos infernal uma resposta...
De onde posso retirar a paciência???
É uma pedra bruta que necessita ser lapidada?
É um mistura estranha que necessita ser filtrada?
É uma espécie de água que precisa ser tratada?
Ou é apenas uma semente que pode ser plantada...
Em meio a minha pesquisa, não consigo encontrar a razão da definição que encontrei no dicionário:
'Virtude que consiste em suportar os dissabores e infelicidades; resignação'

Eu, como poucos, consigo me manter calmo, em meio ao som do Rage...
E me distraio ouvindo música clássica...
Consigo me perder e coisas mínimas e me achar em grandes conflitos...
É... Esta revira volta que vai e volta me complica e me equilibra, porém ainda não me ensina como ser paciente da forma que Houaiss consegue definir.

Conceitos...

Malditos conceitos pré-meditados ou impostos... Muitas vezes mal elaborado ou esquecido...

14 de maio de 2008

Declarações de um falso ateu...

Ele...
Ele disse que deixou um dia de acreditar...
Não se lembra realmente do que foi deixado para trás, mas, sabe que simplesmente não era algo tão fiel a sua devoção...
Devoção?
Não! Não tinha, não crê em nada, apenas contesta o que foi dito por todos...
Diz não ser amigo.
Que amizade não existe, uma vez que para sê-lo é necessário mais que palavras, atitudes, pensamentos e dedicação, complementa dizendo que a amizade se completa com a cumplicidade e esta nunca fará parte da vida do homem, pois todos, são por natureza maus ou coisa do tipo...
Diz ainda que o amor não existe, pois para tê-lo é necessário mais que acreditar em si, deve desposar nossas vidas nas mãos de um estranho ou desconhecido, mas como o ser humano em sua essência é egoísta, nunca se permitirá amar.
O mais absurdo foi ele ousar comentar sobre a fé...
Disse não acreditar em nenhuma força que pudesse melhorá-lo, pois sua carne já estava podre, não tinha em uma célula do seu corpo algo bom...
Mas mesmo assim, não conseguia entender como alguém tão sereno, fosse ateu?
Como ele poderia não acreditar em algumas coisas e de uma forma contraditória pregar as teorias não praticadas por ele?
E buscou subterfúgios para a definição do ato de se deixar de acreditar, afinal era ele o descrente de tudo.
Percebei que sua falta de fidelidade nas coisas, começou a corromper suas atitudes... e acabou confundindo sua mente...
Será ele o descrente ou uma pessoa frustrada por não conseguir crer?
Será que o destino de todo ser não amado ou amedrontado é deixar de Crer, Ser, Ter?
Infeliz, que ao se abdicar da crença, coloca a descrença tão perto de sua vida, que acaba "sem querer" atraindo a vontade de se crer, nem que seja no vazio imenso de não se acreditar em nada...
E converte-se em um devoto do nada, um fiel ao vazio...
Escravo de um "achismo" besta de não sei o que...

10 de maio de 2008

de volta...

De volta?
Ainda não sei, sei que tenho saudade de escrever...
De ler? Acredito que sim, mas ainda prefiro voltar a escrita...
Voltar a esvasiar o meu ser das loucuras e pensamentos acumulados e preencher as lacunas da minha casa preferida... Q.
Soltar as idéias aprisionadas em frases nem sempre corretas ou conexas, mas frases minhas... tão somente minhas frase ou fases, idéias ou ideais.
Entregar ao acaso o que de mais de secreto guardo e libertar de forma indireta ou discreta, medos, desejos e ambições.
Utilizar mil personagens que podem ou não dar continuidade a minha "liberdade de expressão". Criar rimas, versos, prosas, contos , crônicas ou simplesmente nada, apenas escrever.
Quero voltar a escrita...
A minha escrita, que relata o dia, o pensamento, a idéia, o medo, a alegria, a solidão, a revolta, o acaso e a criação.
Estou de volta ao meu verbo.

11 de fevereiro de 2008

...L

É interessante o rumo que a vida segue...

Buscamos a medicina para melhorar a vida e parece que as vezes o resultado é inverso.

Quis ficar muda, cega, surda e no final, sei lá, patética e não entender nada o que está acontecendo ao meu redor, mas infelizmente, perder está virando rotineiro deixando assim de ser um sentimento ou uma hipótese e virando costume da segunda terça feira do mês, algo que posso agendar: Dia de Perder ou Deixar de Ter...

Mais uma...

Mais quantas?

Estou com medo de me acostumar, de voltar a não sentir...

De inventar ou mentir...

De voltar ao mundinho sem ilusões...

Do muro cinza de verdades criadas ou desenhadas apenas como ilustração...

Quero voltar...

Mas tenho medo...

Quero gritar, mas não "consego".

Odeio, limitações.

26 de dezembro de 2007

"..."

Ao descer do ponto mais alto do Olimpo...
Deparei-me com pobres mortais que, diferente dos semideuses, não entendiam o verdadeiro sentido delas...
Não conseguiam prestar atenção aos detalhes que muitas vezes deixava claro o que definia ou apenas, esperava um complemento maior que o nominal...
Precisavam de verbos, ativos na oração...
Precisavam de mais ações completas e menos complexas, realmente precisavam de um artigo mais definido que meus pensamentos em conflito.
Assim, percebi...
Eu, no meu egoísmo, não permitia que se aproximassem ou decifrassem o que eu queria deixar a entender... ou desejar.
Perdia em frases incompletas por achar que as minhas reticências completavam tudo e assim perdia as pequenas passagens não concluídas da minha imaginação...
Desci do Olimpo, eu uma semideusa, não entendi a mente simples dos mortais...
Eles preferem palavras exatas, não permitem que o inesperado aconteça, muito menos permitem a surpresa ou a não exatidão dos sentimentos...
Esquecem que o mistério também é arma de conquista...
Que não ser totalmente previsível dá sabor ao conhecer...
Que para verdadeiro não significa ser 100% exato...
Que ao deixar um espaço para as “...” deixa mais explícita minha imortalidade e me afasta da loucura cotidiana do “siga as regras de pontuação”.
Por isso desci do Olimpo, para traçar novo caminhar a minha vida...
Para almejar novas conquistas...
E, claro, dissipar a ciência mais que perfeita do indireto objeto oculto da oração.

PS: "..." início de uma conversa, uma atitude ou seria apenas inspiração? Obrigada pela inspiração...
PS2: Esqueci o ps da vez... ear algo explicando algo ou não... rs

5 de novembro de 2007

Ele ou Eles!

Ele é do tipo que me acalma.
Me conhece...
Sabe quem sou, amo seu olhar, sua forma de carinhar, seu jeito bobo...
É amigo!

Ele é do tipo que me provoca.
Me olha...
Sabe o que eu gosto, amo seu jeito de falar, sua sinceridade do olhar, seu toque...
É menino!

Ele é do tipo que me é fiel.
Me cuida...
Sabe o que eu tenho, amo seu confortar, seu abraço, seu cheiro...
É franco!

Ele é do tipo que me agrada.
Me alegra...
Sabe das minhas fraquezas, amo seu jeito moleque, suas manias, seu respeito.
É!

Ele é do tipo que me ouve.
Me torna confiante...
Sabe das minhas incertezas, amo seu modo de ajudar, de me ensinar, seu carinho.
É ele.

Ele ou Eles...
Mesmo não definindo integralmente, mesmo não declarando diariamente, mesmo que não esteja tão claro.
Ele ou Eles...
São tudo o que eu tenho, temo, amo, quero e possuo.
O começo do meu tudo e o fim do meu nada...
Ele ou Eles...
Não me importo com a quantidade e sim com a mais pura qualidade de ser ter...
Eu tenho...
Ele ou Eles...

Amo a certeza desta dúvida!
Rs!

24 de outubro de 2007

ode

Odeio esta discutível perfeição...
Odeio que me tomem com educação...
Odeio ser observada...
Odeio ser desejada...
Odeio sua falsa convicção...

Espero que me olhe direito...
Espero que aceite meus defeitos...
Espero poder conversar...
Espero não mude seu jeito...
Espero que me trate com respeito...

Desejo te ter por inteiro...
Desejo seu abraço, seu gosto, seu beijo...
Desejo não querer te ter...
Desejo não mudar o meu jeito...
Desejo realizar meus desejos...
Desejo muito mais que escrevo...

... Ou Não

(manuscritos de uma era chamada passado... 2002)